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Sucesso da extinta TV Manchete,”Pantanal” ainda impressiona pela exuberância das imagens, o toque de erotismo e uma bem trabalhada trilha sonora em meio a uma história,como poucas, bem contada, bem articulada, na densidade dos seus personagens.(Pantanal), consegue excelentes índices, e este mérito não é do SBT, e sim da Machete, porque é muito fácil simplismente pegar uma coisa pronta e dar um play e ganhar audiência alta, quero ver quando a novela acabar, quem será escalado, alem das reprises de Chapolin para salvar o SBT.Prédio da Rede Manchete do Rio de Janeiro vai a leilão..Império quebrado.A Bloch Editores abriu falência em 2000, com uma dívida de R$ 250 milhões. Três mil funcionários amargaram longa espera…A edição número 1.250 da revista Manchete foi feita, mas não chegou às bancas. “Muitos não agüentaram o baque e morreram antes de receber o dinheiro”.

Julho 23, 2008 · 2 Comentários

império quebrado

Prédio da Rede Manchete do Rio de Janeiro vai a leilão

por Bruno Dias

Está à venda uma parte da história da imprensa e da televisão do Brasil. A sede da Bloch Editores e da TV Manchete será leiloada no próximo dia 26 de junho, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Com o leilão, espera-se saldar a dívida de todas as ações trabalhistas da empresa, calculada em R$ 32 milhões. O conjunto de três prédios da Praia do Russel, na Glória, terá lance mínimo de R$ 37,7 milhões.

A elevada cifra é uma raridade em termos de falências no país e deve ser o imóvel de maior valor leiloado neste ano. Com 30 mil metros quadrados, o conjunto dos três edifícios foi projetado por Oscar Niemeyer num dos endereços mais nobres da cidade, de frente para o Aterro do Flamengo. O número 804 foi inaugurado em 1968, e a construção dos números 766 e 744 foi concluída em 1980. O hall de mármore, os vidros da fachada vindos da Bélgica e as divisórias em Jacarandá ressaltam ainda mais a suntuosidade do conjunto, que conta também com o Teatro Manchete.

A Bloch Editores abriu falência em 2000, com uma dívida de R$ 250 milhões. Três mil funcionários amargaram longa espera, com inúmeras mudanças de juízes responsáveis pelo processo até 2005, quando a juíza da 5ª Vara Empresarial do Rio, Maria da Penha Victorino, assumiu o comando da ação. A magistrada aplicou o artigo 192 da nova Lei de Falências (Lei 11.101/05), publicada no mesmo ano, para acelerar o pagamento das indenizações. De acordo com o dispositivo, a nova lei não se aplica aos processos de falência ou de concordata ajuizados antes do início de sua vigência. “A nova lei confere uma brecha para a aplicação de seus princípios em processos em andamento. Logo, na falência da Bloch Editores, foi utilizado o Decreto-Lei 7.661, de 1945, que prevê a venda imediata dos bens da massa falida, com o objetivo de evitar a deterioração dos imóveis e finalizar os créditos trabalhistas”, afirmou a juíza.

As rescisões acumulam cerca de R$ 32 milhões. Até 5 de junho deste ano, foram pagos R$ 12 milhões com o arrecadado nos leilões anteriores, como o apartamento de Luci Bloch, primeira esposa de Adolpho Bloch, o dono da empresa, já falecido, na Avenida Atlântica. A residência alcançou ágio 200% acima da cotação inicial e foi vendida por R$ 2,4 milhões no início do ano.

Para iniciar o pagamento das ações, a juíza decidiu fazer rateios entre as indenizações até então habilitadas. Os ex-funcionários receberam pagamentos de R$ 5 mil em cada uma das duas primeiras parcelas. A última foi realizada em dezembro de 2006. Com isso, 600 processos foram sanados. Os demais 1.722 ex-funcionários esperam completar os valores das indenizações e outros 665 aguardam a homologação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Algumas indenizações chegam à casa dos milhões, mas boa parte alcança até R$ 50 mil, como a do ex-chefe de segurança Jileno Sandes Dias. Ele ingressou na empresa em 1974. “Tinha direito a R$ 80 mil, mas fiz um acordo para receber 50%, na esperança de ser mais rápido”. No dia do fechamento da empresa, em 2 de agosto de 2000, Dias recebeu os oficiais de justiça na portaria da Praia do Russel. “Como qualquer pessoa com um doente terminal na família, os funcionários esperavam um milagre que não aconteceu”. A edição número 1.250 da revista Manchete foi feita, mas não chegou às bancas. “Muitos não agüentaram o baque e morreram antes de receber o dinheiro”.

Grupo Manchete

A Bloch Editores começou como uma gráfica e lançou o primeiro número da revista Manchete em 26 de abril de 1952. Com a Manchete, o ucraniano naturalizado Adolpho Bloch construiu uma das maiores empresas de comunicação do país, que detinha ainda as revistas Fatos e Fotos, Amiga, Desfile e Ele e Ela, e mais 12 emissoras de rádio e cinco de TV. Além da Bloch Editores, o grupo era formado pelas empresas Bloch Som e Imagem, Bloch Gráficos e TV Manchete Ltda. A divisão gráfica, a parte de áudio e as rádios não foram a falência.

Em 1997, a RedeTV! comprou o sinal da TV Manchete. A falência da emissora tramita na 28ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo. A antiga sede paulistana da empresa, na Rua Ida Kolb, foi liberada para leilão. No entanto, a juíza Maria da Penha expediu um ofício ao juízo paulista no qual requer o prédio, situado no bairro da Casa Verde, para os fins da massa falida na jurisdição do Rio de Janeiro.

Atualmente, a Universidade Salgado de Oliveira (Universo) detém o uso do edifício da Praia do Russel. O contrato de aluguel é de sete anos, e expira em 2011. A Universo pretende criar um centro de ensino à distância e realiza obras de conservação estrutural e restauração da fachada tombada como patrimônio histórico. A mantenedora não se manifestou sobre o interesse na aquisição do imóvel. A juíza Maria da Penha ainda não decidiu como serão as condições para a ocupação imediata do prédio.

O leiloeiro Fernando Braga, responsável pela venda, recebeu mais de 200 interessados nos quatro dias de visitação. “Todo o patrimônio dele [Adolpho Bloch] era da empresa. A venda do total do espólio para o pagamento das indenizações está sendo como ele gostaria”.

Além das duas sedes, constam do patrimônio ainda outros imóveis: fazendas em Itatiaia, terrenos em São Gonçalo, Recife, Brasília, apartamentos na Barra da Tijuca, o parque gráfico em Parada de Lucas, entre outros. Parte da vasta coleção de obras de arte, com trabalhos de Portinari, Djanira e Cícero Dias foi entregue ao Banco Rural como garantia de um empréstimo anterior à falência. O restante já está avaliado e aguarda marcação do leilão.

A família de Adolpho Bloch entrou com o pedido de embargo sobre o restante das obras, pedindo a exclusão dos itens da massa falida. A juíza Maria da Penha indeferiu o pedido, afirmando que as obras pertenciam à empresa e devem fazer parte do acervo da massa falida.

Após o leilão do edifício da Praia do Russel, o próximo bem à venda serão 16 lotes em Santa Cruz, no subúrbio do Rio de Janeiro, em julho. Aos poucos, o império de Adolpho Bloch, que faria 100 anos em 8 de dezembro de 2008, é desfeito de forma silenciosa, confirmando a impressão do ex-chefe de segurança Jileno Dias. “Parece que foi um gigante que caiu e não fez barulho.”

Revista Consultor Jurídico,

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Não se deixe enganar

Que motivo tem o SBT para comemorar o seu recente crescimento no Ibope? É importante que ninguém se deixe enganar pelo que está acontecendo. Ao contrário de outras emissoras, como Globo, Record e até Bandeirantes, que têm investido valores muito altos em suas programações, Silvio Santos se limitou apenas – depois de tirar o pó do seu arquivo – a se socorrer de velharias lá estocadas. É importante não confundir as coisas e dar méritos a quem não tem.

Qual o valor ou a genialidade que existe em se fazer uso de uma “Pantanal”, produzida por uma televisão que nem mais existe e através de uma negociação que até agora não convenceu ninguém? Ou de programas, caso do “SBT Repórter”, com matérias produzidas há mais de 10 ou 12 anos e reprisadas até 7 ou 8 vezes?

Tipo do oportunismo barato, com sérios prejuízos a todos, principalmente ao mercado de trabalho. Ou alguém tem dúvida disso? Imaginemos, por exemplo, se a Globo resolvesse ter o mesmo comportamento e viesse a se valer do seu arquivo. Novelas boas, além de outros produtos que dariam enorme audiência, ela tem guardados para isso. Felizmente, os seus diretores pensam de maneira diferente.


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2 respostas Até agora ↓

  • Felipe Santos // Agosto 28, 2008 às 9:20 pm

    Prezado Senhores;

    Atuo xomo corretor de imóveis junto as construtoras do Rio, já tive
    um contato com a massa falida, a empresa
    demonstrou interesse em comprar, mas as
    dificuldades de contatos não ajudaram.

    Sds

    Felipe Santos

  • Dalton C. Rocha // Novembro 25, 2008 às 10:29 pm

    Eu já tinha ouvido há muitos anos falar sobre isto, mas o site http://www.telehistoria.com.br/canais/emissoras/manchete/manchete21.htm

    escreve:
    “Ainda sobre os motivos da falência da Rede Manchete e do Grupo Bloch, observamos em Conti (1999), algumas das artimanhas utilizadas por Adolpho Bloch para conseguir capital para a emissora, numa demonstração clara de má gestão administrativa e financeira.

    “Entre 1987 e 1988 – uma auditoria revelou – Adolpho Bloch assinou a extraordinária quantia de 28 mil cheques sem fundo, que somaram 50 milhões de dólares. Arrumou outros 11 milhões de dólares com 2 mil duplicatas frias. Os cheques sem fundo eram transformados automaticamente em empréstimos, dificilmente resgatáveis. Bloch emitia uma nota fiscal contra um comprador de publicidade fictício, fazia uma duplicata fria e a descontava no banco. Quando vencia a dívida, o banco procurava o devedor e não o encontrava, pelo bom motivo de que ele não existia”. (Conti,1999, p.517).”

    Nada contra os pobres diabos funcionários desta empresa falida, chamada Grupo Bloch Editores.Só que não se pode lamentar a falência de um empresa que, não prestava. Como ocorreu por exemplo, nas já extintas TV Tupi e Excelsior e também no caso da Gurgel, esta empresa- Rede Manchete- faliu tarde.

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